quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Mídia e política

Valores - Os grandes veículos de comunicação sempre influenciaram a opinião pública na construção de valores e no fortalecimento de preconceitos. É assim que, por exemplo, na ficção, os homossexuais são apresentados como figuras caricatas ou inúteis; os negros sempre são retratados como subalternos; e as mulheres são destacadas como submissas ou como adeptas de futilidades financiadas por seus pais ou maridos.

Capitalismo - A mídia tradicional, em seu noticiário, busca retratar os inimigos do capitalismo como inimigos de todos e, de forma muito semelhante aos que acusavam os comunistas de serem "comedores de criancinhas", apresenta os lutadores populares como baderneiros togloditas, o que justifica o discurso fascista do "coiso" e de seus seguidores. 

Baderneiros - A imagem mais frequente das manifestações populares é a ação de "black-bloks". Os trabalhadores rurais são sempre mostrados como pessoas violentas. São raríssimas as imagens dos jagunços que servem aos fazendeiros e dos esquemas de segurança dos bancos, alvos preferenciais de ataques de raiva no final das manifestações urbanas.

Violência - O noticiário policial, recheado de fatos violentos, é responsável pelo crescimento de uma sensação de insegurança na população, e faz o sucesso de oportunistas defensores da segurança do cidadão, legitimando o estado policial, alimentando o medo individual e reforçando ações militaresn e de justiceiros. 

Problemas - A influência midiática não se limita aos costumes e aos preconceitos. Ela sempre se ocupou da política. O noticiário sobre corrupção política transformou o problema em prioridade para as pessoas, quando sabemos que os altos lucros dos bancos das empresas financeiras, o latifúndio improdutivo  e a concentração de renda e riqueza são problemas muito maiores.

Política - Ainda em relação à política, os grande veículos de comunicação são responsáveis por construir um senso comum que desmoraliza a política em geral; ataca, seletivamente, as figuras públicas da esquerda; e relativiza o comportamente condenável dos aliados do capital. Michel Temer sempre será tratado como tendo sido presidente da república enquanto que o presidente Lula é apresentado, sempre, como presidiário ou condenado.

Eleições - O Partido dos Trabalhadores já definiu o processo interno de prévias para escolher sua candidatura na eleição municipal paulistana de 2020. Antes de definir o calendário de debates e prévias, o PT já havia decidido, por ampla maioria, que "o PT terá candidato próprio para a prefeitura de São Paulo". Os grandes veículos de comunicação, no entanto, insistem em especular nomes e possibilidades para o pleito. E o pior é que tem gente que embarca na onda midiática, trazendo, para dentro do PT, um debate que é pautado pelos grandes veículos de comunicação.

Comunicação - O Partido dos Trabalhadores tem instâncias com funcionamento regular. É inaceitável que existam pessoas que prefiram dar crédito à Rede Globo e à Folha de São Paulo ao invés de ouvirem os diretórios do partido. É importante que fique claro que os grandes veículos de comunicação disseminam valores que são contrários ao pensamento das mulheres e dos homens que constroem o PT. É difícil de entender as razões dos que preferem reproduzir matérias veiculadas na mídia tradicional ao invés de replicarem posicionamentos de nossos dirigentes, nos vários níveis.

Alternativas I - É importante fortalecer as secretarias de comunicações dos diretórios do PT, em todos os níveis, tendo em mente, sempre, que estamos numa guerra, e que para vencê-la, temos que destacar os posicionamentos oficiais do Partido dos Trabalhadores. Outro aspecto importante é a valorização da mídia alternativa. Não há nada de errado em termos notas oficiais para "toda a imprensa", mas nós temos que dar tratamento especial a sites e blogs alternativos, rádios comunitárias e publicações de sindicatos de trabalhadores. 

Alternativas II - É assim que poderemos enfrentar, durante todo o tempo, o comportamento midiático que pretende disseminar valores preconceituosos e quer normalizar as atitudes fascistas do "coiso". É fortalecendo nosso poder de comunicação que vamos enfrentar os meios de comunicação  que pretendem influenciar as eleições municipais de São Paulo em favor de candidaturas identificadas com o fascismo.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Organizar e mobilizar

Pulverização - As grandes plantas industriais de pouco tempo atrás já não existem mais. A cidade de São Paulo já foi uma grande metrópole industrial e, hoje, não é mais. O avanço tecnológico eliminou postos de trabalho e fez com que a maior cidade do país se transformasse em centro de serviços e, com isso, promoveu a pulverização dos trabalhadores e trabalhadoras. Muitos mudaram de categoria profissional e de local de moradia.

Desigualdades - Os sindicatos dos trabalhadores brasileiros nunca foram verdadeiramente independentes. Foram criados para exercer a mediação entre empresas e trabalhadores, sob a mediação do estado capitalista. Os trabalhadores se viram, assim, em uma mesa onde enfrentavam oponentes poderosos: os patrões e os governos.

Controles - Os resultados revelaram a face do estado defensor dos interesses imediatos do patronato, mas também mostraram que um dos interesses de empresários e governantes era manter os trabalhadores sempre sob controle. Não foram poucas as vezes que as mobilizações sindicais ultrapassaram os limites determinados pelo capital, invadindo o espaço da política, o que foi determinante na definição de políticas públicas, especialmente no campo econômico.

Organização - Com a fundação do Partido dos Trabalhadores, em 1980,  o que acontecia esporadicamente, e de modo desorganizado, passou a ocorrer de maneira mais sistemática e permanente. Demandas e reivindicações que constavam em alguns poucos acordos coletivos foram incluídos na legislação e, com a Constituição de 1988, muitos direitos dos trabalhadores mais mobilizados foram estendidos para todas as categorias profissionais.

Institucionalização -  O sucesso do PT e dos trabalhadores no espaço institucional produziu um desarme da mobilização dos sindicatos de trabalhadores. Muitos quadros sindicais experimentados se transformaram em mandatários públicos parlamentares e executivos. O espaço institucional absorveu cérebros privilegiados, ao mesmo tempo em que ocorriam transformações importantes no processo de produção capitalista.

Desemprego - O empresariado nunca escondeu que o objetivo dos avanços tecnológicos, para o patronato, sempre foi a "poupança de mão de obra". O desemprego estrutural, a precarização das condições de trabalho e os incentivos ao empreendedorismo não são fenômenos recentes. O que está acontecendo, agora, é que a supressão de direitos vem acompanhada com o desmonte dos sindicatos de trabalhadores (especialmente no setor privado) e com a consagração legal da contratação individual de trabalho.

Desafios I - O desafio mais urgente, neste momento, é promover a organização dos trabalhadores e das trabalhadoras em entidades que representem suas reivincações e demandas. O percentual de associações em sindicatos, que nunca passou de 20% (salvo algumas poucas exceções) deve ser aumentado para muito além disso, e categorias sem qualquer representação sindical (como operadores de telemárketing e empregados de "fast-food") precisam passar a participar de entidades em que confiem.

Desafios II - Os avanços institucionais devem ser mantidos e ampliados. É urgente que se estabeleça uma consolidação das relações de trabalho, tendo como base o que se conquistou de mais avançado nos acordos coletivos e na legislação. É necessário incentivar, também, a participação política e partidária dos trabalhadores e das trabalhadoras. As conquistas das lutas do dia a dia, não podem virar fumaça e desaparecer, e uma das formas de assegurar que isso aconteça é fazer com que sejam implantadas políticas públicas de inclusão e de justiça social.

Desafios III - É óbvio que essas ações só serão possíveis em um ambiente democrático. É evidente, também que enfrentar (e superar) os desafios de organização dos trabalhadores e das trabalhadoras não nos conduzirá, automaticamente, ao socialismo. Tomar as iniciativas de enfrentar o fascismo e, ao mesmo tempo, de promover a organização e a mobilização de trabalhadores e trabalhadoras, podem assegurar condições melhores de enfrentamento da exploração capitalista.                

sábado, 28 de dezembro de 2019

A polarização, o protagonismo e demandas da periferia

Hipocrisia - O discurso genérico e mentiroso sobre a "polarização" política da sociedade serve, principalmente, ao pensamento conservador. A ideia de que o antipetismo só existe por causa do PT, perseguida desesperadamente pela mídia tradicional, tem a intenção, não confessada, de reforçar uma suposta (e inexistente) neutralidade na disputa entre as classes sociais, favorecendo a continuidade da dominação.

Orgulho - Boa parte das pessoas enxerga o comunismo como o oposto de democracia, e os grandes veículos de comunicação colaboram com essa visão distorcida. A deputada federal Jandira Feghali, ao desmentir um boato sobre uma suposta (e inexistente) mudança de nome do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), afirmou que tem "orgulho de ser comunista", porque acredita "nos valores de solidariedade e bem comum". Ainda que eu faça parte de outra legenda, quero me juntar a ela nessa declaração. Apesar de sermos discriminados e perseguidos, nós, mulheres e homens comunistas, temos a honra de pertencer a uma parte da sociedade que luta por um mundo melhor e mais justo para todas e todos.
 
Incentivo - A "polarização" ideológica é provocada, frequentemente, pelo fascismo e por seus seguidores, e tem o objetivo de reforçar a neutralidade, mas cumpre a tarefa de estimular a necessidade de aprofundamento das ideias socialistas e libertárias. Os ataques ao socialismo contribuem para reforçar as demandas e reivindicações das classes populares, que sempre serão impossíveis de serem atendidas no capitalismo.

Definição - O Partido dos Trabalhadores acaba de definir o calendário de debates visando a escolha de nosso candidato à prefeitura da maior cidade do país. As discussões vão acontecer em todas as regiões e vão tratar de temas de interesse da população. O processo de escolha da candidatura é um indicador seguro de que o PT, de volta à prefeitura, vai reeditar as políticas públicas que favoreceram o povo paulistano, principalmente os que moram em bairros da periferia.

Corrupção - A seletividade do combate à corrupção política é um dos aspectos do conservadorismo, há bastante tempo. É sintomático que as denúncias veiculadas pelos grandes veículos de comunicação em relação a figuras públicas do PT sempre sejam reproduzidas e amplificadas, enquanto que acusações contra integrantes da política tradicional nunca receberam o mesmo tratamento.

Protagonismo - A constatação de que as demandas populares são, a cada dia, mais urgentes, deve nos animar para o incentivo à organização da população da periferia. A chave para o sucesso da campanha eleitoral municipal de 2020 é o casamento da campanha com as revindicações da população. Os protagonistas da luta popular devem se posicionar, lado a lado, com o candidato a prefeito, e isto será mais fácil se essa identidade já existir.    

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Luta ideológica e anti-capitalista

Fascismo midiático - Nunca imaginei que a mídia tradicional fosse assumir qualquer papel progressista. A história dos grandes veículos de comunicação é feita de favorecimentos aos seus anunciantes e patrocinadores. Mas o papel midiático é muito mais importante para o mundo capitalista. A inexistente culpabilidade do presidente Lula foi alardeada pelos grandes jornais e emissoras de televisão. Manchetes garrafais determinaram a sentença injusta e continuam a disseminar o ódio antipetista.

Informações tendenciosas - O presidente Lula foi libertado por causa de julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que deliberou pelo cumprimento da Constituição Federal de 1988, ao decidir que qualquer pessoa só pode ser preso depois de esgotados todos os recursos. A mídia tradicional, busca criar opinião favorável à culpabilidade que sempre defendeu, ao disseminar notícias requentadas e mentirosas.

Insistência - A vida do filho do presidente Lula já foi revirada do avesso e não encontraram nada. A veiculação de notícia requentada sobre o mesmo assunto é uma tentativa midiática de armar os argumentos de seguidores do "coiso". O ódio manifestado pelos imbecis é alimentado, durante todo o tempo, pelo noticiário da mídia tradicional. Neste caso específico, os grandes veículos de comunicação também pretendem legitimar a vergonhosa confirmação da sentença "copia e cola". 

Racismo - A maior comprovação de que o racismo existe no Brasil e que é "estrutural" é a situação de "exceção" ocupada por negros e negras em posições importantes na sociedade. Artistas famosos e técnicos de futebol são exemplos de como a maioria da população brasileira (54% das pessoas é negra) se transforma em minoria. A contrapartida negativa também comprova o "racismo estrutural" em nosso país. A maioria da população carcerária é formada por negros e negras.

Direitos Humanos - A declaração universal dos direitos humanos acaba de completar 71 anos. A declaração não é nenhum tratado socialista ou comunista. É apenas um conjunto de regras e condições para assegurar a todas as pessoas uma vida com dignidade, mesmo no capitalismo injusto e produtor de exclusão social. Segundo um grande companheiro "os direitos humanos se referem, principalmente, a direitos naturais que são ignorados e a direitos adquiridos que são suprimidos".

Meio ambiente I - As declarações públicas da ativista ambiental sueca Greta Thumberg estão repercutindo em todo o mundo. Os grandes meios de comunicação, no entanto, ao divulgarem as ideias dela, se omitem em relação a um aspecto essencial. A responsabilidade do avanço do aquecimento global é da ganância capitalista.

Meio ambiente II - Não tenho informações sobre a ideologia defendida por Greta Thumberg, mas não tenho nenhuma dúvida de que as palavras dela representam um importante protesto "anti-capitalista". Se não for feita uma proposta alternativa ao sistema capitalista, continuaremos seguindo a lógica ingênua que atribui a responsabilidade pelo aquecimento global a todas as pessoas, genericamente, exigindo a modificação do comportamento individual para que ocorram mudanças coletivas importantes.  

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

A luta é permanente e contínua

Ameaça - Uma parlamentar apoiadora do "coiso" está anunciando, nas redes sociais, que se houverem protestos contra o anunciado aumento das tarifas do transporte coletivo, haverá repressão. A bravata fascista tem a intenção de evitar que ocorram manifestações, e se dirige, especificamente, ao PT, a quem a deputada atribui a promoção de um "quebra-quebra" contra o aumento das passagens.

Sem medo - Mesmo com as ameaças, os protestos devem ocorrer, porque as condições do transporte público são sofríveis em vários pontos do país, e as tarifas se tornaram impagáveis, faz algum tempo. As manifestações contra mais um aumento serão protestos em defesa dos interesses da população, e vão contar com apoio e participação de todos os que estão ao lado dos interesses do povo. O Partido dos Trabalhadores estará presente, como em todas as lutas populares. 

Fascismo - As ameaças da deputada representam o aspecto urbano da violenta ofensiva fascista contra os movimentos sociais populares. O governo do "coiso" está tentando aprovar projeto de lei que tem o objetivo de legitimar as ações de pistoleiros na zona rural e, com isso, favorecer a atuação do latifúndio. Para isso ele conta com o silêncio complacente dos grandes veículos de comunicação.

Favorecimento - Boa parte dos casos de violência no campo nem chega a ser noticiada na mídia tradicional. A esmagadora maioria das pessoas assassinadas por pistoleiros são pranteadas, apenas, por familiares e companheiros. O governo fascista quer oficializar os massacres, isentando de punição os pistoleiros que atuam em favor do fim da demarcação de terras indígenas, da supressão de regras de preservação ambiental e do enfraquecimento do conceito de trabalho escravo. 

Contraposição - A ofensiva violenta no meio rural vem sendo enfrentada, de forma heroica, por integrantes da Pastoral da Terra (CPT), do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O heroísmo, no entanto, é insuficiente para derrotar as intenções do governo fascista. O objetivo do fascismo também se dirige ao meio urbano. É urgente unificar a resistência dos trabalhadores do campo e da cidade, que é a forma mais eficaz de se contrapor a essa legitimação do crime contra os seres humanos.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Lembranças importantes, luta permanente

Retrovisor - Ainda não é o momento de fazer uma retrospectiva dos acontecimentos do ano, mas os acontecimentos recentes foram marcantes demais para que passem a ser vistos no passado, apenas como lembranças. É necessário que os acontecimentos sejam registrados para que façam parte da nossa vida, no tempo presente, e é essencial que os momentos sejam eternizados, como a história é eterna, a luta de mulheres e homens por igualdade e justiça sempre está presente.

40 anos da greve de 1979 - Em setembro e outubro nos reunimos com militantes (metalúrgicos e não metalúrgicos) que construíram a paralisação de novembro de 1979 na cidade de São Paulo. Os momentos foram importantes para promover o reencontro de pessoas que há muito não se viam e, ao mesmo tempo e principalmente, serviu para registrar um momento histórico importante da luta dos trabalhadores e trabalhadoras da cidade de São Paulo.

Sem terra - Tive a honra de estar presente na homenagem da Câmara Municipal de São Paulo ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A homenagem não diz tudo sobre o sentido da luta pelo direito à terra para quem trabalha nela e sobre os benefícios da produção agrícola dos assentamentos para quem mora em grandes centros urbanos. O dia a dia das mulheres e dos homens que compõem o MST vai muito além da luta pela reforma agrária. A produção dos assentamentos assegura comida de boa qualidade na mesa de todas as pessoas em todos os lugares. A luta pelo direito à terra para quem trabalha nela se soma ao trabalho diário de produzir alimentos saudáveis.

9 de novembro - Minha maior lembrança da data sempre foi o massacre ocorrido em Volta Redonda em 1988, e que resultou na morte de três operários da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A partir de 2019, a data será lembrada, também, pelo primeiro pronunciamento do presidente Lula depois de sair da prisão de Curitiba. Vão conviver comigo, por toda a vida, lembranças da luta contra o capitalismo, que resultou na morte dos companheiros de Volta Redonda; e lembranças de uma alegria imensa, estampadas nos semblantes de mulheres e homens que lutam por justiça e igualdade, presentes em São Bernardo para participar da celebração da esperança de um mundo melhor e mais justo.

Lula livre - A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de reafirmar o princípio constitucional da presunção de inocência e de assegurar o direito de que qualquer pessoa só pode ser presa depois de esgotar todos os recursos judiciais, resultou na libertação do presidente Lula. Queremos que todos os processos contra ele sejam anulados, pois não existem provas para condená-lo. As evidências de que houve uma armação para sentenciá-lo e decretar sua prisão tornam ainda mais urgente o cancelamento das acusações.

Orgulho - Neste final de semana acontece, em São Paulo, mais um Congresso do Partido dos Trabalhadores. Vou acompanhar, como militante, os debates que vão acontecer na Casa de Portugal, e vou acatar as deliberações por confiar nas companheiras e nos companheiros que lá estarão, como delegadas e delegados. Tenho orgulho de pertencer aos quadros do PT. Confio totalmente nas companheiras e nos companheiros que estão, comigo, na luta de todos os dias. Tenho certeza de que a luta é permanente e contínua. Estarei sempre na mesma trincheira.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Fascismo e resistência

Exploração - No sistema capitalista as vidas humanas importam pouco ou quase nada. O capitalismo nunca serviu a todos os seres humanos, mas, ultimamente, especialmente no Brasil e em vários outros países, vem se cercando de garantias legais para legitimar a exploração de seres humanos e do meio ambiente. As conquistas da Constituição Federal de 1988 e os direitos alcançados por inúmeras lutas dos trabalhadores e da maioria da população estão sendo sistematicamente eliminados.

Fascismo - Principalmente por desconsiderar a vida humana e o meio ambiente, o fascismo é a ideologia ideal para o capitalismo. O discurso do "coiso" implanta a liberação indiscriminada do uso de agrotóxicos na lavoura e confere liberdade para a ocupação de áreas reservadas para os povos da floresta favorece o avanço das fronteiras  do agronegócio e o aprofundamento da lucratividade dos grandes fazendeiros e dos latifundiários.     

Resistência - Os avanços do capitalismo nunca ocorreram sem oposição. Sindicatos de trabalhadores e movimentos sociais populares sempre buscaram minimizar os efeitos da exploração. Foi assim, por exemplo, que, diante do avanço tecnológico, as centrais sindicais de trabalhadores buscaram debater a eliminação de tarefas insalubres e perigosas para as pessoas. O esforço sindical foi mal sucedido e, desgraçadamente, prevaleceu a lógica empresarial da "poupança de mão de obra".

Instituições - A civilização humana construiu (e consolidou), com o decorrer do tempo, instituições que servem de palco para disputas entre as classes sociais do capitalismo, sem, no entanto, modificar a essência do sistema. A presença de defensores das classes populares no espaço institucional tem o papel de minimizar as consequências da exploração, mas, ao mesmo tempo, também serve para legitimar decisões que vão contra os interesses e demandas da maioria da população.

Movimentos - Os sindicatos de trabalhadores e os movimentos sociais populares sempre resistiram aos avanços do capitalismo. Acordos salariais de diversas categorias profissionais asseguraram direitos que, somente depois, seriam transformados em leis. Mobilizações da população alcançaram importantes conquistas na área da saúde, da educação pública e da moradia popular. Asseguraram a implantação de políticas públicas que transformaram demandas pontuais em programas de estados, municípios e da união federal.       

Cortes - A supressão de direitos dos trabalhadores e os cortes de gastos públicos podem eliminar muitas das conquistas já alcançadas pelos trabalhadores e pela população. As tentativas do fascismo, no entanto, vão enfrentar a resistência dos trabalhadores. As praças e ruas de todo o país serão ocupadas por mulheres e homens que não aceitam o aprofundamento da exploração. 

O futebol e a defesa da vida

Espetáculos - Sempre gostei de ir a estádios de futebol. As torcidas sempre me fascinaram. Mais do que as disputas das partidas, as cenas d...