segunda-feira, 29 de outubro de 2018

O conteúdo da resistência

Frustração - O resultado eleitoral é frustrante. Sou do PT desde muito tempo, e não gosto de perder. Mas é assustador o caráter (ou a falta dele) revelado por pessoas muito próximas. Não se tratou de ser "antipetista" ou de fazer uma "escolha democrática". Apoiadores do "bozo" se declararam racistas, homofóbicos, xenófobos e contrários a avanços importantes da civilização humana. 

Ódio - Episódios revoltantes, como o assassinato de jovens pobres e negros, moradores das periferias, passaram a ser enaltecidos, e isso pode legitimar ações criminosas de agentes da segurança pública. Pessoas aderiram ao discurso de ódio, em nome de uma abstrata segurança das "pessoas de bem", e isso pode resultar, também, no aumento da quantidade de linchamentos e na legitimação do ato de "fazer justiça com as próprias mãos".

Mentiras - O sucesso do candidato do fascismo foi construído com base na veiculação de notícias falsas. Acusações (nunca provadas) contra o PT atraíram o voto de antipetistas, e pronunciamentos contra gays, negros e estrangeiros motivaram a mobilização de preconceituosos e racistas. 

Mortes - O que mais me assusta é que o candidato eleito presidente pode não colocar em prática as ideias estapafúrdias de seu discurso, mas, desgraçadamente, suas palavras podem ser entendidas como uma espécie de "licença para matar", e os tais "cidadãos de bem" podem se sentir no direito de cometer atos violentos contra quem eles bem quiserem. 

Violência - Mortes de jovens, negros e pobres, que já acontecem nas periferias, podem aumentar em números alarmantes, agora com autorização oficial. Agressões homofóbicas, que já ocorrem, podem se ampliar, como decorrência dos discursos de ódio do "coiso". Como petista e militante, não tenho como me esconder atrás de uma inviável clandestinidade, mas posso ser atacado em qualquer lugar, porque o antipetismo é uma das motivações dos seguidores do candidato fascista.

Indestrutível - Tenho orgulho de minha trajetória militante, mas, ao mesmo tempo, tenho consciência das limitações da atuação política do PT. É importante ressaltar que elegemos a maior bancada de deputados federais e que somos, há alguns anos, o partido político com maior aceitação da população brasileira, mesmo com todo o massacre midiático. É essencial, no entanto, reconhecer que não conseguimos hegemonizar a sociedade com nossas ideias de generosidade e de justiça social.

Insuficiências - A simpatia popular pelas ideias esquisitas do "capetão" podem se originar de nossas próprias insuficiências. Isto significa que toda resistência sempre vai ter que considerar a necessidade da massificação de valores positivos. A luta é permanente e contínua, e um dos aspectos dela é o conteúdo das ideias que sempre foram defendidas e praticadas pelo PT e pela esquerda.    

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

A democracia e a verdade

Indecisão - A poucos dias da eleição, ainda há um grande percentual de pessoas que ainda não decidiram em quem votar. O contingente de pessoas que ainda tem dúvidas é amplificado pela atitude da mídia tradicional, que demoniza a política e, ao mesmo tempo, trata como normal a postulação presidencial de um defensor de ideias fascistas. Não é improvável que a indecisão se converta em ausência das urnas no dia 28 de outubro, ou que se expresse através de votos nulos e brancos.

Comparecimento - O eleitorado indeciso, por outro lado, pode ser convencido a votar, especialmente para evitar que o resultado final beneficie o fascismo. É preciso que saibam que a omissão pode favorecer o "coiso". Os boatos e as mentiras do candidato do fascismo podem ter influenciado muitas pessoas, mas os desacreditados com a política podem não ter sido alcançados pela propaganda enganosa. A democracia pode ser fortalecida com a participação de todas as pessoas. 

Fascismo - O comportamento violento de alguns dos admiradores do "coiso" tem contribuído para um alheamento muito perigoso, e isso não pode intimidar quem sempre lutou pela igualdade e pela justiça. O comportamento criminoso e parcial da mídia, que afirma, insistentemente, que há "dois lados violentos" na disputa eleitoral, deve ser combatido por todos os meios. É difícil desmontar o aparato midiático, que apoia o fascismo, mas nunca será uma tarefa impossível. Não podemos nos esquecer que, mesmo diante do massacre midiático, o PT elegeu a maior bancada da câmara federal e somos o partido mais reconhecido pela população brasileira.

Convencimento - Entre os seguidores do "coiso" há um percentual razoável de pessoas que, por causa da propaganda enganosa, se tornaram antipetistas. Acusações mentirosas, de que o PT, no governo, iria fechar igrejas e institucionalizar o aborto, os convenceram a escolher o outro candidato, mesmo sem saber quais são as ideias dele para o país. Nos próximos três dias teremos a tarefa de dialogar com os antipetistas enganados, denunciar a farsa e restabelecer a verdade.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Fanatismo, fragilidade e democracia

Enriquecimento - Estive conversando com pessoas que apoiam o "coiso" e reparei que um traço comum entre eles é a crítica à minha situação financeira, mesmo eu sendo do PT há muito tempo. Eles assimilaram a falácia de que fomos nós que inventamos a corrupção e me acusam de não ter "aproveitado" isso, apesar de ter ocupado cargos em várias administrações (petistas e não petistas).

Ilusão - Outro ponto comum entre os apoiadores do "coiso" é a vontade, vinda não se sabe de onde, de "acabar com o PT". O que os conservadores brasileiros sempre quiseram, desde muito tempo, é que nós não existíssemos. Mesmo diante de vários ataques, elegemos a maior bancada da Câmara Federal e somos reconhecidos por mais de 21% da população, como o partido político preferido.  Tentaram nos aniquilar, por várias vezes. Nunca conseguiram. Seguimos e seguiremos, fortes e firmes, na defesa da justiça, da igualdade e da democracia.

Fanatismo - Os seguidores mais fanáticos do "coiso" são disseminadores de mentiras. Eles são admiradores da ditadura e do autoritarismo e não podem ser vistos com negligência, pois no caso de uma improvável vitória eleitoral do candidato deles, seguirão as ordens do chefe, sem pestanejar. A existência desse grupo não é recente na história brasileira. Grupos semelhantes aos seguidores fanáticos do "coiso" já apoiaram, por exemplo, Plínio Salgado e a Ação Integralista Brasileira.

Fragilidade - Há eleitores e simpatizantes do "coiso" que, por diversos motivos, se tornaram seus defensores, sem ter clareza dos objetivos ou das intenções do candidato. São perigosos por estarem inconscientes (quase dopados), mas, ao mesmo tempo, são passíveis de mudança de opinião. Eles acreditam nas mentiras espalhadas pelos fanáticos, mas são capazes de pensar e de mudar de opinião. São admiradores conjunturais do fascista. Podem decidir a eleição, mas nunca serão defensores ferrenhos de ideias autoritárias nem se tornarão militantes da democracia, ao mudarem de opinião.

Escolha - Há um entendimento aparentemente majoritário na sociedade brasileira, a favor da democracia representativa. A hegemonia democrática, no entanto, é subjugada pelo poder econômico. Os defensores do mercado no espaço institucional usam o eufemismo "equilíbrio fiscal" para defender indefensáveis privatizações e cortes em gastos públicos essenciais. A escolha dos defensores do mercado, para a superação das crises, equivale ao pai de família que decide cortar o leite das crianças para pagar a fatura do cartão de crédito.

Democracia - O voto do próximo domingo pode decidir por governar para o mercado, promovendo privatizações e cortes de gastos públicos para a produção de sucessivos superávits, com o objetivo de pagar a dívida pública. Esta será a escolha dos eleitores do "coiso", que simpatizaram com ele por causa de suas bravatas e ameaças. Do outro lado, os que votarem em Fernando Haddad estarão buscando recuperar a lógica do início do primeiro mandato do presidente Lula, ou seja, que "a dívida pública não pode ser paga com a fome do povo". Cortes de gastos públicos e privatizações tendem a aprofundar as desigualdades sociais. A democracia representativa não pode consagrar um modelo concentrador e excludente.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

O desafio do otimismo

Otimismo - Sou um otimista incorrigível e, mesmo no cenário tenebroso em que estamos, penso que temos motivos pra comemorar.  Apesar de termos sido massacrados pela seletividade midiática, especialmente na divulgação de denúncias e suspeitas de corrupção, conseguimos eleger a maior bancada da Câmara Federal, e o PT é o partido político com maior simpatia na população brasileira. Fomos citados por mais de 21% dos entrevistados da pesquisa mais recente, enquanto que o partido que ficou em segundo lugar foi lembrado por apenas 5% das pessoas pesquisadas.

Democracia - É incontestável o avanço do fascismo entre nós e, desgraçadamente, isso não se limita a intenções de votar em determinado candidato. O  mais grave é a adesão de pessoas comuns a ideias fascistas como o ódio aos estrangeiros, aos gays e às mulheres, e a defesa da ditadura. É inegável, por outro lado, a existência, ainda que informal, de uma frente democrática e humanista. 

Instituições - Se somarmos os parlamentares eleitos pelo PT e pelos partidos da esquerda, com os que defendem a democracia e os direitos humanos, teremos um retrato menos tenebroso do que o que é pintado pelo candidato do fascismo e por seus seguidores. Se sairmos às ruas, com símbolos do Partido dos Trabalhadores (camisetas, broches ou adesivos) é grande a chance de sermos agredidos por fascistas fanáticos, mas é enorme a possibilidade de que sejamos aplaudidos.

Bravatas - As bravatas do capitão indicam que o objetivo do conservadorismo, que era destruir o PT, não foi alcançado. Não penso que devamos ser negligentes com a perspectiva real de endurecimento do sistema político, inclusive com a adoção de alguns cuidados individuais. Ao mesmo tempo, entretanto, temos que atentar para o fato de que a possibilidade de instalação de uma nova ditadura só existe por causa do uso de mentiras e ilegalidades, e da conivência da mídia tradicional e de parte do poder judiciário. Se estivéssemos totalmente errados, como quer fazer crer o fascismo, a utilização de mentiras e ilegalidades, e a ajuda dos grandes veículos de comunicação e de magistrados não seriam necessárias. 

Mídia -  A escalada do fascismo é favorecida por um amplo sistema de comunicações que, infelizmente, não se limita ao canal da Universal e à Rede Globo. O drama dos que defendem uma sociedade justa e igualitária, há muito tempo, foi nunca termos tido um sistema próprio de comunicação. Os jornais de sindicatos de trabalhadores e os informativos de entidades sociais populares são muito corporativos e localizados para influenciar o conjunto da opinião pública. 

Desafios - Para continuarmos otimistas, um dos desafios mais importantes do próximo período, independentemente do resultado da eleição, será o de criar informativos, destinados a recolher e disseminar informações positivas sobre os negros, sobre as mulheres, sobre a periferia e em defesa da democracia. A guerra da comunicação só será equilibrada quando as classes populares tiverem um sistema de comunicação próprio e independente, articulado nacionalmente. 

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Intenções, falácias e violências

Autoritarismo - A campanha do "coiso" vem se tornando um festival de intenções de difícil execução. Para tirar do papel algumas de suas ideias estapafúrdias, se for eleito, ele vai precisar do apoio da maioria dos integrantes do parlamento, o que não é uma operação simples, ou vai ter que fechar a casa de leis e governar como o ditador que ele anuncia ser. 

Empregos - Há uma parcela de eleitores do "coiso" que acredita que ele vai estabelecer uma situação de pleno emprego, com a possibilidade de escolhermos a vaga que quisermos. A expectativa, neste caso, é um total delírio. Não existe essa possibilidade, e o corte de gastos públicos, apoiado por ele e por seus seguidores, pode piorar ainda mais a situação atual.

Revogação - Se medidas adotadas pelo governo sem voto não forem revogadas imediatamente, a capacidade de investimento dos poderes públicos vai afetar, negativamente, muitos fornecedores que, hoje, dependem de governos e administrações para gerar empregos. O corte de gastos públicos por vinte anos deve contribuir para economizar recursos para o pagamento da dívida pública, mas deve, também, contribuir para o aumento do desemprego.

Direitos - A eliminação de direitos trabalhistas, outro aspecto alardeado por apoiadores do "coiso" como gerador de vagas de emprego, não passa de uma mentira mal intencionada. A lucratividade dos negócios é mais importante para as empresas, e a redução dos custos com mão de obra humana vai se transformar em mais lucros, o que fará o trabalhador voltar ao tempo da escravidão.

Hipocrisia - Outra mentira dos apoiadores do "coiso" se refere à sua inexistente disposição de combater a corrupção. Entre os apoiadores da candidatura da extrema direita estão figuras públicas que estão sendo investigadas ou já tiveram condenações decididas pela justiça. O discurso mentiroso de "combate à corrupção" não combina com o apoio de pessoas como Eduardo Cunha.

Valores - O mais grave da campanha do "coiso", no entanto, não são as promessas que nunca serão cumpridas, nem as mentiras que ele conta e nem as alianças com corruptos conhecidos. O mais assustador é a forma como se comportam seus admiradores. A defesa de valores machistas e homofóbicos passou a fazer parte do discurso deles. O antipetismo envergonhado se apresentou, e a contaminação chega a pessoas muito próximas de nós, alcançando parentes e amigos de convívio diário, o que traz o perigo de sermos assassinados, com um tiro na nuca, em um almoço de domingo com a família ou num churrasco com amigos.

Corrupção - Há evidências de que o "coiso" recebeu apoio financeiro de maneira ilegal. O dinheiro  teria sido usado na contratação de pacotes de mensagens automáticas mentirosas, o que também é ilegal. Por medo ou por conveniência, o TSE e o STF não vão cassar a candidatura e a única saída é fazer isso através do voto. No próximo dia 28 de outubro, todos e todas iremos às urnas para reafirmar o #EleNão.              

domingo, 21 de outubro de 2018

Mentiras e conivências

Mentiras - O "coiso" construiu sua candidatura com base em mentiras. Agora se sabe, talvez tardiamente, que a veiculação de notícias falsas foi financiada por doações irregulares. É provável que a Justiça Eleitoral, utilizando instrumentos usados recentemente, resolva decretar a proibição de uso de materiais mentirosos e excluindo notícias falsas espalhadas pelas redes sociais.

Automático - A contratação dos serviços de "disparo automático" de mensagens, com o objetivo explícito de favorecer uma candidatura, configura crime eleitoral e, as empresas contratantes podem ser punidas. Mas isso pode acontecer muito tarde, e o beneficiário das mentiras pode já ter se favorecido do esquema ilegal. 

Financiamento - Empresas contratantes, publicamente antipetistas, realizaram doações ilegais à campanha do "coiso". A ilegalidade flagrante, desgraçadamente, pode ficar sem punição. A mídia tradicional está minimizando o delito, e as decisões judiciais podem não acontecer em tempo hábil, uma vez que o poder judiciário é parte do golpe e, portanto, excessivamente tolerante com as mentiras e ilegalidades do "coiso".

Seletividade - A escalada de ódio dos seguidores do "coiso" tem contado com a conivência explícita da mídia tradicional. Os atos violentos são realizados somente por um lado, mas o noticiário dos grandes veículos de comunicação insiste em afirmar que existem "dois lados violentos". Tratar o fascismo como parte integrante da democracia, dando legitimidade a ele, é equivalente a reconhecer que atos violentos são justificáveis. O candidato, que afirma não ter controle sobre os atos de seus seguidores, e os grandes veículos de comunicação estão, igualmente, com as mãos cheias do sangue das vítimas da violência.

Preocupante - O mais grave da disputa eleitoral, no entanto, é o efeito odioso e insano que a propaganda irregular e a conivência midiática causou nas pessoas. É assustador ver pessoas defendendo a homofobia, a misoginia e o machismo como se fossem valores normais. É revoltante verificar que muita gente normal, e supostamente inteligente, engoliu mentiras como o "kit gay" (que nunca existiu) ou o "fechamento de igrejas" (que nunca foi planejado). É aterrorizante ver amigos e parentes apontando o dedo para petistas, chamando-nos de ladrões ou acusando-nos de abortistas.

Decisão - Tenho orgulho de fazer parte da geração de homens e mulheres que participam da construção do PT. Defendo a candidatura de Fernando Haddad à presidência da república, com base nas minhas convicções e nas políticas públicas de inclusão social implantadas entre 2003 e 2014. Nesta última semana da campanha eleitoral, será muito importante conversar com as pessoas e defender nossos projetos para o país. O ódio e a insanidade do fascismo serão superados pela exposição de ideias e o Brasil será feliz de novo.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Resistir, sempre

Muro - Neutralidade não existe, em nenhuma hipótese ou situação. Pessoas que declaram que pretendem ficar ausentes da atual disputa eleitoral nacional, na verdade buscam escapar da vergonha de expressar apoio explícito ao fascismo. O problema é que a neutralidade, no caso específico, significa apoiar o "coiso". 

Democracia - Em várias situações, a ofensiva do fascismo forçou recuos que limitaram a luta por mudanças nas regras da democracia formal. O limite, muitas vezes, impediu o aperfeiçoamento de um sistema que ainda tem muito a melhorar. Manter um conjunto de regras eleitorais que fabrica "Tiriricas" e "Frotas" tem se revelado um grande trunfo do conservadorismo brasileiro, pois eles, como não têm compromisso com qualquer projeto político, aderem ao que lhes pagar melhor. 

Fulanização - O sistema eleitoral atual privilegia o poder econômico e fulaniza as disputas proporcionais, secundarizando o debate de ideias. Eleições proporcionais produzem figuras públicas execráveis, que conseguem alta votação somente por causa da notoriedade midiática ou em razão de investimentos volumosos. Os limites determinados pela legislação nunca impediram doações ilegais e contabilidades paralelas.

Financiamento - A dívida pública brasileira se tornou impagável. Os portadores de papéis do governo tornaram-se financiadores de campanhas eleitorais de defensores de cortes nos gastos públicos, com o objetivo de convencer a opinião pública de que os poderes públicos não têm capacidade de investimento. Os mesmos doadores das campanhas de defensores do enxugamento da máquina pública também financiam golpes contra a democracia.

Golpismo - O golpe de 2016, disfarçado de inimigo da corrupção, serviu aos interesses do mercado. A campanha  do "coiso" pretende conquistar legitimidade eleitoral para a implantação de medidas para poupar recursos públicos que, posteriormente, podem ser destinados ao pagamento da dívida pública.

Avanço - O discurso do "coiso", ao conseguir despertar sentimentos de ódio que viviam enrustidos, já é vitorioso, seja qual for o resultado eleitoral. Agressões homofóbicas, atos de violência contra estrangeiros, aprovação explícita de agressões contra mulheres, elogios aos planejadores e executores de torturas  e o sucesso da tese desumana de que "bandido bom é bandido morto" são alguns dos exemplos de ideias estapafúrdias que se espalham nas redes sociais e que começam a ser defendidas até por amigos e parentes que, até a algum tempo, nos respeitavam e escondiam seus instintos.

Resistência - Há um objetivo que o fascismo e o golpismo não alcançaram, por mais que tentassem. Eles pretendiam reduzir o PT e a esquerda a "subtrato de pó de bosta do cavalo do bandido", mas nós somos mais fortes e resistentes do que eles pensavam e, independentemente de disputas eleitorais, seguiremos vivos e resistindo. 

Defesa - A resistência vem funcionando como defesa importante contra o fascismo, mas ainda não conseguimos elaborar uma alternativa concreta às investidas do conservadorismo. O PT funciona como face institucional desse escudo, mas também não avançamos nessa elaboração. É triste reconhecer isso, mas não temos um projeto alternativo para o país. 

Contraponto - A contraposição, nas ações diretas e no espaço institucional, se limita à defesa contra a ofensiva conservadora. Existe espaço para a implantação de políticas públicas que avancem no atendimento de demandas dos trabalhadores e da maioria da população. A efetiva adoção dessas medidas, no entanto, depende de uma maioria parlamentar que, desgraçadamente, ainda não temos.

Desafio - Teremos que conviver com o fascismo e com ideias imbecis, independentemente do resultado eleitoral. Como é impossível nos destruir, enfrentaremos as trevas com as luzes de nossas ideias e com nossos projetos para o futuro.

O futebol e a defesa da vida

Espetáculos - Sempre gostei de ir a estádios de futebol. As torcidas sempre me fascinaram. Mais do que as disputas das partidas, as cenas d...