
Truculência - A violência sempre foi utilizada para garantir a propriedade privada, e as forças de segurança obedecem ordens e orientações dos donos dos meios de produção. A violência institucionalizada, no entanto, nunca teve a legitimidade das urnas, e a democracia, ainda que limitada, sempre teve, como pressuposto, o funcionamento regular das instituições e a existência dos movimentos sociais populares e dos sindicatos de trabalhadores.
Civilização - A democracia formal possibilitou que a humanidade alcançasse avanços civilizatórios importantes. A aceitação generalizada em relação à orientação sexual e o empoderamento feminino são exemplos de civilização em todo o mundo. Nas relações de produção, as jornadas de trabalho ficaram menores e a tecnologia possibilitou que algumas tarefas passassem a ser feitas por robôs, sem que isto resultasse na diminuição dos lucros das empresas.
Retrocessos - A sede de lucros, no entanto, não conhece limites. Pequenos avanços civilizatórios, dentro dos limites do capitalismo, foram apresentados como medidas socialistas ou socializantes, e o anticomunismo já existente na população tratou de amplificar isso. Valores desenvolvidos pela humanidade, durante muito tempo, como a solidariedade e a democracia, foram sepultados em nome de um inexistente "avanço do comunismo"; e ideias estapafúrdias, como o racismo e o preconceito, foram enaltecidas em nome de um suposto (e improvável) desenvolvimento econômico.
Direita - O avanço fascista se valeu do domínio capitalista sobre o espaço institucional. O financiamento empresarial das campanhas eleitorais produziu uma democracia totalmente obediente ao poder econômico. O enfrentamento contra o PT, por exemplo, aconteceu dentro das regras da legislação vigente, e a seletividade do noticiário da mídia tradicional contribuiu para reforçar a culpabilidade de condenados sem provas, mas isso já havia sido definido por parlamentares venais e por juízes comprados.
Direitos - A volta ao passado foi legitimada pelas urnas brasileiras, mas, desgraçadamente, isto não é um fenômeno tupiniquim. O sucesso das ideias do "coiso" aconteceu ao mesmo tempo que figuras públicas semelhantes, no mundo inteiro, e é isso o que é mais assustador. É óbvio que a resistência dos movimentos sociais populares e dos sindicatos de trabalhadores podem impedir que, no Brasil, o avanço do fascismo ocorra de modo natural, mas, se não tivermos a compreensão de que este é um fenômeno planetário, a mobilização pode ser insuficiente.
Civilização - A democracia formal possibilitou que a humanidade alcançasse avanços civilizatórios importantes. A aceitação generalizada em relação à orientação sexual e o empoderamento feminino são exemplos de civilização em todo o mundo. Nas relações de produção, as jornadas de trabalho ficaram menores e a tecnologia possibilitou que algumas tarefas passassem a ser feitas por robôs, sem que isto resultasse na diminuição dos lucros das empresas.
Retrocessos - A sede de lucros, no entanto, não conhece limites. Pequenos avanços civilizatórios, dentro dos limites do capitalismo, foram apresentados como medidas socialistas ou socializantes, e o anticomunismo já existente na população tratou de amplificar isso. Valores desenvolvidos pela humanidade, durante muito tempo, como a solidariedade e a democracia, foram sepultados em nome de um inexistente "avanço do comunismo"; e ideias estapafúrdias, como o racismo e o preconceito, foram enaltecidas em nome de um suposto (e improvável) desenvolvimento econômico.

Direitos - A volta ao passado foi legitimada pelas urnas brasileiras, mas, desgraçadamente, isto não é um fenômeno tupiniquim. O sucesso das ideias do "coiso" aconteceu ao mesmo tempo que figuras públicas semelhantes, no mundo inteiro, e é isso o que é mais assustador. É óbvio que a resistência dos movimentos sociais populares e dos sindicatos de trabalhadores podem impedir que, no Brasil, o avanço do fascismo ocorra de modo natural, mas, se não tivermos a compreensão de que este é um fenômeno planetário, a mobilização pode ser insuficiente.