terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Laranjas e milícias

Aparências - A primeira exoneração do governo do "coiso" foi anunciada, oficialmente, nesta segunda feira. O episódio deve encher de empáfia aqueles que sempre afirmaram não ter bandido de estimação. O motivo alegado para o desligamento do ministro foi a destinação de dinheiro público para uma candidatura "sem chance", mas a razão verdadeira pode não ser essa. O ministro exonerado ousou mexer num vespeiro, e se meteu a dar palpites em um hospital público controlado pela milícia. Tudo indica que foi essa "intromissão indevida" que provocou sua desgraça. 

Conivência - A maior parte dos grandes veículos de comunicação aceitou, sem questionar, a versão oficial para a exoneração, e reproduziu informações repassadas pela assessoria de imprensa do "coiso". O comportamento midiático reforça a empáfia e a virulência dos simpatizantes do governo, contribuindo para que o tema seja tratado com a maior naturalidade do mundo. Mexer nessa casa de marimbondos pode ser perigoso. Jornalistas não se esquecem de colegas como Tim Lopes, que, investigando o mundo do crime, perderam a vida. Grandes veículos de comunicação, no entanto, são cúmplices do banditismo. A omissão midiática é proposital, e reveladora dessa cumplicidade. 

Golpismo - O episódio é esclarecedor sobre o alcance dos tentáculos do golpismo. Não há qualquer indício de que o ministro defenestrado seja punido judicialmente. Se houver qualquer castigo, ele pode ocorrer numa viagem de avião ou em um acidente qualquer, provocado (ou encomendado) pelos verdadeiros responsáveis pela exoneração. O golpe de 2016, e o governo fascista que veio depois, têm, como única base social organizada, milicias armadas que exercem o poder, que exoneram e nomeiam, e que bancam suas posições com base em ameaças e intimidações.  

Luta permanente e contínua

Destruição  - Por ocasião da morte de mais um militante metalúrgico da cidade de São Paulo, texto de autoria do companheiro Sebastião Net...