sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Ditadura nunca mais

Volta ao passado - As palavras de um general do exército brasileiro, defendendo uma intervenção militar, acabaram por reanimar o ímpeto golpista mas, ao mesmo tempo, serviram para acender um sinal de alerta em todas as pessoas que defendem a democracia. O golpe de 2016, viabilizado através de um aparato institucional que sempre serviu aos interesses dominantes, pode não ter sido suficiente para a implantação das medidas supressivas de direitos. A solução militar, centralizada na disciplina dos quartéis, pode ser o próximo passo do golpismo brasileiro, aliado a interesses econômicos internacionais.

Democracia - A declaração também pode ter a intenção de limitar as lutas dos trabalhadores e dos movimentos sociais populares que, diante da ameaça da volta ao passado, podem restringir o conteúdo das mobilizações à defesa da democracia formal, sujeitando-se a uma tutela indesejável da política tradicional, o que já aconteceu outras vezes. A solução "menos pior", ou seja, a manutenção das condições atuais da democracia brasileira, pode não ser uma escolha, mas uma imposição da conjuntura.

Ditadura I - A realidade atual não guarda grandes diferenças em relação ao autoritarismo escancarado representado por uma ditadura militar. Jovens acusados (sem provas), sobre supostas intenções de depredação do patrimônio público e particular, estão sendo julgados a partir de suspeitas originadas do relatório de um agente policial infiltrado entre eles; o país é governado por um presidente ilegítimo que comanda um governo sem voto; áreas de preservação ambiental estão sendo liberadas para a exploração de empresas particulares; direitos trabalhistas foram extintos; e o ensino público está sendo desobrigado da obrigatoriedade do ensino de matérias básicas.

Ditadura II - A democracia brasileira é hegemonizada pelo poder econômico. A ausência de mudanças importantes nas regras eleitorais deve fazer com que doações empresariais continuem acontecendo informalmente ou que os muito ricos decidam investir neles mesmos para mandatos eletivos. Não será estranho, por causa disso, que a composição do próximo parlamento seja, majoritariamente, do agrado dos interesses empresarias e contrário às demandas das classes populares e dos trabalhadores. A situação configura uma ditadura da classe empresarial, escondida atrás de um biombo de democracia formal, que tem o papel de legitimar a exploração capitalista.

Igualdade - Os limites, sobre a luta democrática, contidos nas declarações do general, não podem representar impedimento para que ela aconteça. Para os trabalhadores e para as classes populares, a qualidade e o conteúdo da luta devem ser determinantes para que sejam rompidos todos os obstáculos. A democracia deve ser entendida como o poder da maioria sobre a minoria, e isto significa que a igualdade social deve vir em primeiro lugar, sempre.     

Luta permanente e contínua

Destruição  - Por ocasião da morte de mais um militante metalúrgico da cidade de São Paulo, texto de autoria do companheiro Sebastião Net...