Comandante Zé Dirceu, bem vindo de volta ao front de luta

Liberdade - As notícias sobre a libertação do companheiro Zé Dirceu, por causa de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), não são corretas com ele e com a história brasileira. Em meio ao noticiário sobre a Copa do Mundo de Futebol, a ênfase do noticiário é dada ao entendimento da maioria dos magistrados sobre recursos em relação à condenação de Zé Dirceu, que podem ser aceitos em instâncias superiores, cancelando decisão que determinou sua prisão provisória.

Injustiça - Embora o entendimento majoritário do STF esteja correto, não é justo que nos lembremos dele apenas como preso libertado por decisão judicial. Zé Dirceu não pode ser reduzido a personagem de casos de corrupção. A lembrança mais consequente e sensata sobre ele deve priorizar a referência positiva que ele representa para muitos militantes do PT e da esquerda. 

Referência I - Prefiro me lembrar do Zé Dirceu por causa de ocasiões muito especiais em que estive com ele. No encontro estadual do PT, em 1986, quando ele era presidente do diretório paulista, foi um dos formuladores da resolução política que uniu o plenário; anos depois, durante a campanha eleitoral em Jaú, me cumprimentou como companheiro, e deu o apoio necessário a uma eleição municipal especialmente difícil; e, em 2004, em Americana, se revelou humilde o suficiente para justificar, publicamente, as vezes em que não conseguia atender telefonemas de antigos companheiros pois, como ministro da Casa Civil do primeiro mandato do presidente Lula, tinha muitos afazeres e compromissos.

Referência II - Companheiros e companheiras terão outras lembranças pessoais do Zé Dirceu, em várias ocasiões, mas a imagem que precisa ficar marcada, para a história, é a da Rua Maria Antonia, em 1968, quando ele, então líder estudantil, liderou a resistência contra estudantes defensores da ideologia de exclusão social e de ampliação da miséria. Ele deve ser lembrado, sempre, como "guerreiro do povo brasileiro". 

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