Mentiras tucanas

Sem risco I - Uma mentira, repetida muitas vezes, pode acabar sendo aceita como verdade. É o que pretende o prefeito tucano da cidade de São Paulo, ao insistir em divulgar a informação de que "empresas privadas" estão assumindo serviços públicos, a custo zero para os cofres públicos municipais. A falácia é disseminada pelos veículos de comunicação, sem qualquer tipo de questionamento, levando a opinião pública a acreditar no desprendimento do empresariado paulistano em relação à lucratividade de seus investimentos. É mentirosa a informação de que a instalação de semáforos e de câmeras de segurança é um investimento gratuito. Os investidores privados vão recuperar, com lucros, o capital empregado. O retorno pode acontecer na forma de faturamento sem risco de prejuízo, como já acontece na estradas estaduais e no transporte público.

Sem risco II - Um dos exemplos da fabulosa lucratividade empresarial é a linha 4 do metrô paulistano. Administrada por capital privado, ela transporta, diariamente, milhares de usuários aque iniciam suas viagens em outras linhas do transporte sobre trilhos. Mensalmente, ela recebe, do governo do estado, o repasse de valores referentes às passagens registradas nas catracas sob administração pública, numa transferência criminosa de dinheiro público para cofres particulares. A empresa privada beneficiária dessa transferência é uma das maiores doadoras de serviços públicos na cidade de São Paulo e em outros municípios administrados pelos tucanos. 

Ônibus - Empresas de transporte coletivo sobre rodas também se beneficiam do capitalismo sem risco. Subsídio da prefeitura assegura a lucratividade do negócio, e as planilhas de custos são elaboradas pelas empresas beneficiárias dos repasses. É a lucratividade garantida que assegura o compromisso com a instalação de câmeras de segurança e de semáforos e ainda financia o recapeamento de vias públicas.  

Corrupção -  A seletividade na divulgação de informações sobre corrupção sempre teve o objetivo de atacar o PT e de poupar os tucanos. Não é possível que uma mesma empresa tenha um modo de atuar junto ao governo federal e outro, totalmente diferente, em concorrências e licitações junto ao governo de São Paulo e à prefeitura paulistana. Tendo havido propina federal, é óbvio que também houve propina estadual ou municipal. Denúncias e suspeitas levantadas pela ministério público, e disseminadas pela mídia tradicional, se dirigem especificamente ao governo federal e às administrações do presidente Lula e da presidenta Dilma Roussef.  

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